A poesia foi o tema debatido em sala de aula. Os alunos utilizaram a linguagem de poetas portugueses e brasileiros e deram continuidade à aula anterior, transformando as obras em notícia, a partir do conceito de lead, utilizado no meio impresso. As poesias foram recitadas em sala. Clique nas imagens e assista. Os textos estão transcritos abaixo dos vídeos.
Vídeo 1 Poesia: Mar Português Autor: Fernando Pessoa
Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma nao é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.
Vídeo 2 Poesia: Garota de Ipanema Autor: Vinícius de Moraes
Olha que coisa mais linda Mais cheia de graça é ela menina, que vem e que passa Num doce balanço a caminho do mar
Moça do corpo dourado Do sol de Ipanema O seu balançado é mais que um poema é a coisa mais linda que já vi passar
Ai! Como estou tão sozinho Ai! Como tudo é tão triste Ai! A beleza que existe A beleza que não é só minha E também passa sozinha
Ai! Se ela soubesse que quando ela passa O mundo interinho se enche de graça E fica mais lindo por causa do amor
Só por causa do amor...
Vídeo 3 Poesia: O Amor Quando se Revela Autor: Fernando Pessoa
O amor quando se revela
O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há-de dizer. Fala: parece que mente... Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar...
Vídeo 4 Poesia: Valsinha Autor: Vinícius de Moraes
Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos como não se ouvia mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu Em paz
Vídeo 5 Poesia: Trem de Ferro Autor: Manuel Bandeira
Café com pão Café com pão Café com pão Virge Maria o que foi isto maquinista?
Agora sim Café com pão Agora sim Voa fumaça corre, cerca Ai seu foguista Bota fogo na fornalha que preciso Muito força Muita força Muita força
Aô ... Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pasto Passa boi Passa boiada Passa galho De inagaseira Debruçada No riacho Que vontade de cantar
Aô ... Quando me prendera No canaviá Cada pé de cana Era um ofício Aô ... Menina bonita Do vestido verde Me da sua boca Pra mata minha sede Aô ... Vou mimbara vou mimbara Não gosto daqui Nasci no Sertão Sou de Ouricirri
Vou depressa Vou correndo Vou na toda Que só levo Pouca gente Pouca gente Pouca gente .
- 'mediamorfose' No Travessias
O meu vestusto blogue generalista, o Travessias, está em plena mediamorfose experimental (o Roger Fidler que me perdoe o exagero...). O texto é cada vez mais acompanhado de fotografia e vídeo, graças à ajuda do YouTube, Google Video e quejandos....
- Marchinhas
Circula entre jornalistas e chegou até o site Comunique-se, que trata dos bastidores da imprensa, uma engraçada coleção de "marchinhas jornalísticas", adaptação de marchas de Carnaval a situações envolvendo jornalistas. Pela manhã, circulava...
- O Amor E A Política
Do livro "Multidão", de Antonio Negri e Michael Hardt: "As pessoas hoje em dia parecem incapazes de entender o amor como um conceito político, mas é precisamente de um conceito de amor que precisamos para apreender o poder constituinte da multidão....
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Hoje não tenho muito tempo pra falar. Também não tenho nada de interessante que dê pra falar no pouco tempo que disponho. Não vou devagar, mas vou divagar. Escrevi isso no ônibus, enquanto voltava do trabalho hoje: "Se nossos sonhos fossem do tamanho...
- Espaço Entrevista
Fernando António Pinto Mendes, 44 anos, residente em Vila Nova de Gaia e se dedicou a varias actividades, tais como: o Voluntariado, o desporto, a escultura, a pintura, mas sendo a poesia o seu grande relevo. Fernando Mendes, hoje que já tens três...